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Série Futuro do Pretérito: Os gurus da futurologia

Thursday, 4 de December, 2008

Temos que aprender com os erros do passado.

A mania de tentar prever o futuro rende bons papos. Em geral, furados e totalmente díspares à futura realidade. Eis um exemplo:

“Não há razão para que alguém queira ter um computador em casa” - Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp. (DEC), fabricante de computadores mainframe computers, discutindo os computadores pessoais, em 1977.

NE: Na foto, Thomas Edison, criador (entre tantas outras coisas) da vitrola. Também um ícone, pois previu que a vitrola, sua própria invenção, não teria nenhum valor comercial.

“Mas… para o que serve isso?”
Robert Lloyd, executivo da IBM, sobre o microprocessador, em 1968.

“Na medida em que uma calculadora no ENIAC é equipada com 18 mil válvulas e pesa 30 toneladas, os computadores do futuro deverão ter apenas mil válvulas e pesar 1,5 mil kg”.
Revista Popular Mechanics, em 1949.

“Eu viajei por todos os cantos deste país e conversei com as melhores pessoas, e posso assegurar a você que o processamento de dados é uma moda e não vai durar até o final do ano”.
Editor responsável por livros de negócios da Prentice Hall, em 1957.

“Esta coisa de antitruste vai passar”.
Bill Gates, fundador da Microsoft (data não disponível).

“O potencial mercado de máquinas de cópia é de, no máximo, cinco mil (unidades).”
IBM, para os eventuais fundadores da Xerox, dizendo que as fotocopiadoras não teriam um mercado tão grande que justificasse a sua produção, em 1959.

“A transmissão de documentos por cabos de telefone é possível, em princípio, mas o aparato requerido é tão caro que nunca irá se tornar uma proposta prática”.
Dennis Gabor, físico britânico e autor de Inventing the Future, em 1962.

“A compra à distância, apesar de ser completamente possível, irá fracassar - porque a mulher gosta de sair de casa, segurar a mercadoria, gosta de estar apta a mudar a sua intenção”.
Revista Time, descartando as compras online antes mesmo de se ouvir falar nelas, em 1966.

“Não há praticamente nenhuma chance dos satélites espaciais de comunicação serem usados para prover melhores serviços de telefone, telégrafo, televisão ou rádio dentro dos Estados Unidos”.
T. Craven, membro do conselho da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, em 1961 (o primeiro satélite comercial de comunicações entrou em serviço em 1965).

Telefone

“O telefone tem muitas desvantagens para ser considerado, seriamente, um meio de comunicação. O aparelho não tem valor para nós”.
Memorando da Western Union, entre 1876 e 1878.

“Os americanos têm necessidade de telefones, mas nós não. Temos um monte de mensageiros”.
Sir William Preece, engenheiro-chefe da Escritório Postal Britânico, em 1878.

“É uma grande invenção, mas de qualquer forma, quem iria usar isso?”
Rutherford B. Hayes, presidente norte-americano, depois da demonstração do telefone de Alexander Bell, em 1876.

Televisão e cinema

“A televisão não vai durar. É uma tempestade num copo d’água”.
Mary Somerville, pioneira em radiodifusão educacional, em 1948.

“A televisão não vai durar porque, logo, as pessoas irão ficar cansadas de olhar para uma caixa de madeira todas as noites”.
Darryl Zanuck, produtor de cinema da 20th Century Fox, em 1946.

“Quem diabos deseja ouvir os atores falando?”
H. M. Warner, co-fundador da Warner Brothers, em 1927.

Rádio e música

“O rádio não tem futuro”
Lord Kelvin, matemático e físico, em 1897.

“A caixa de música sem fio não tem valor comercial imaginável. Quem pagaria para uma mensagem enviada para ninguém em particular?”
Associados de David Sarnoff, respondendo a um pedido de investimento para o rádio, em 1921.

“O fonógrafo não tem nenhum valor comercial”.
Thomas Edison, inventor norte-americano, nos anos 1880.

Automóveis

“O cavalo está aqui para ficar, mas o automóvel é apenas uma novidade, uma moda”.
Presidente do banco de Michigan alertando o advogado de Henry Ford para não investir na montadora, em 1903.

“Que o automóvel praticamente chegou ao seu limite é confirmado pelo fato de que, nos últimos anos, nenhum aprimoramento radical foi introduzido.”
Revista Scientific American, em 1909

“A ‘carruagem sem cavalo’ normal é, no momento, uma luxuria para os ricos, e por causa do seu preço, provavelmente vai falhar no futuro. Com certeza, jamais se tornará tão comum como a bicicleta”.
Literary Digest, em 1899.

Aviação

“O homem não irá voar em 50 anos”.
Wilbur Wright, pioneiro da aviação, ao irmão Orville, depois de uma tentativa fracassada de voar, em 1901 (os dois norte-americanos obtiveram sucesso em 1903).

“Máquinas de voar mais pesadas do que o ar são impossíveis”.
Lord Kelvin, matemático, físico e presidente da Sociedade Real Britânica, em 1895.

“Aviões são brinquedos interessantes, mas não têm valor millitar”.
Marechal Ferdinand Foch, professor de estratégia da Ecole Superieure de Guerre, em 1904.

“Jamais será construído um avião grande”.
Engenheiro da Boeing, depois do primeiro vôo do modelo 247, que tinha motor duplo e transportava 10 pessoas.

Outros temas

“Tudo que pode ser inventado já foi inventado”.
Charles H. Duell, oficial do escritório de patentes dos Estados Unidos, em 1899

“Qualquer um familiarizado com o assunto vai reconhecer isso como um evidente fracasso”
Henry Morton, presidente do Instituto de Tecnologia Stevens, sobre a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1880.

“Um foguete jamais será capaz de deixar a atmosfera da Terra”.
Jornal New York Times, em 1936.

“A energia atômica deve ser tão boa como os explosivos de hoje, mas é improvável que produza algo muito mais perigoso”.
Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, em 1939

“Não há a menor indicação de que a energia nuclear será obtida. Isso significaria que o átomo teria que ser rompido no futuro”.
Albert Einstein, em 1932.

Série futuro do pretérito, as inovações do passado. Hoje: O Telescópio.

Sunday, 19 de October, 2008

As inovações mais importantes de nossa história são aquelas que nos auxiliam na consolidação de um conhecimento.
Como já devem saber, existem inovações incrementais (aquelas que melhoram algo) e inovações absolutas (aquelas que rompem completamente um paradigma).

Há quase um Brasil de idade, em 1609, Galileu Galilei, mesmo conhecendo as escolhas de Copérnico em publicar seus estudos somente em seu leito de morte temendo represálias da Igreja católica, realizou uma das mais importantes inovações incrementais de nossa história ao ser o primeiro a apontar um instrumento tipicamente de guerra para o céu.

Não, ele não estava tentando derrubar os astros, como você pode estar pensando. Galileu, de fato, apontou uma das lunetas que servia para ver à distância outras embarcações, para as estrelas.

Este simples ato de Galileu, desencadeou-se na comprovação da teoria secular do heliocentrismo proposta por Copérnico e em seguida defendida e evoluída por Kepler, mesmo que para isto, a igreja tivesse o condenado a fogueira da Santa Inquisição.

Bem mais tarde com a evolução dos telescópios, em 1965, Hubble, o pioneiro dos telescópios astronômicos, descobriu através do Efeito Doppler aplicado à luz emitida pelos astros que Andrômeda não era somente um aglomerado exótico de estrelas e sim um completo sistema estrelar denominado como galáxia e que a faixa leitosa vista no céu chamada Via Láctea era a galáxia a qual nosso sistama solar pertence.

A partir daí o conhecimento sobre nossa galáxia, sobre as vizinhas e sobre o universo se expandiu como nunca pôde ser imaginado.

Depois disso apareceram os rádio-telescópios, a análise do efeito doppler e os telescópios espaciais como aquele que homenageou Hubble e que todos pudemos testemunhar seus resultados via internet.

Qual será que o próximo instrumento a nos auxiliar na consolidação deste vasto conhecimento que talvez nem tenha limites?

Fica a pergunta aos leitores do blog A Energia da Inovação para que esta publicação também não tenha limites. Participe!

Série futuro do pretérito, as inovações do passado. Hoje: Como víamos o futuro em 1968?

Tuesday, 14 de October, 2008

Sempre fui fascinado pelo futurologia, sobretudo por um aspecto dela; como os futurólogos viam o futuro que já vivenciamos.

Ficou confuso? Eu explico.
Em 1968 a revista americana Modern Mechanix fazia seu aniversário de 40 anos e como matéria comemorativa, publicava a sua visão de futuro. O blog de links Ueba (o qual recomendo fortemente) conta mais detalhes sobre a publicação do colunista James R. Berry.

Segundo a revista, em 2008 o mundo estaria se locomovendo em carros flutuantes e nossas cidades seriam limpas, anticépticas e resolvidas. Ahhhh se ele visse o Rio Tietê!

Na mesma linha, lembrei de um documentário que assisti no Discovery Chanel sobre o futuro dos carros. Fui atrás do vídeo no You Tube e lá estava ele. Aproveitem!

Série futuro do pretérito, as inovações do passado. Hoje: Inovação também é coisa do passado.

Monday, 29 de September, 2008

Quando você pensa em inovação, pensa no futuro, não é? Tenho uma novidade pra você: A inovação é uma das coisas mais antigas que existem.

A conclusão é lógica, mas nunca paramos para pensar nisso. Afinal de contas, o uso de ossos e pedras como ferramentas foi uma das inovações mais contundentemente evidenciadas no clássico filme 2001 - uma odisséia no espaço (descobri isso na primeira vez que consegui assistir até o fim sem dormir).

Uma das maiores inovações de todos os tempos (está no meu top five) foi a invenção da matemática como linguagem lógica para expressar a idéia de quantidade e de interação entre essas quantidades, chamadas mais tarde de operações. Daí nasceu a lógica booleana, a física como ciência e a química que deixou de ser simples alquimia.

Antes disso, porém, foi necessário criar uma linguagem parecida com a das letras para representar cada quantidade, dimensão ou grupo. Nasciam os números.

Os vídeos abaixo, fazem parte de um dos documentários (se não me engano da BBC) mais divertidos que já pude assistir.  Sei que muitos não gostam de documentários, mas este vale muito a pena! Recomendo muito!

Assisti “A História do Número 1″ pela primeira vez no History Channel. Mandei diversos e-mails para o canal solicitando que fosse incluído novamente em sua programação, mas não fui ouvido. Fica meu protesto público ao canal que não interage com seus telespectadores.

‘Meses depois tive a grata surpresa de encontrar o documentário inteiro disponível no You Tube.

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