Comitê Gestor da Internet mostra a que veio.
Wednesday, 1 de October, 2008Este blog e seu autor sentem-se honrados com a atenção dispensada pelo Comitê Gestor da Internet por meio de seu Conselheiro Henrique Faulhaber e de sua assessora de imprensa Carolina Mendes.
Ontem, ao fim da manhã, recebi uma gentil e atenciosa ligação telefônica da Sra. Carolina Mendes, fazendo o papel de comunicadora perguntando-me se bastaria responder às perguntas feitas pelo Blog ou se gostaríamos de receber uma atenção mais dedicada e ofereceu a disponibilidade do Sr. Henrique Faulhaber por telefone.
Ficamos surpresos com a atenção que o Comitê dá ao internauta Brasileiro e queremos parabenizar publicamente o trabalho desta comunicadora pela presteza e cordialidade e agradecer ao Sr. Henrique Faulhaber pelas valiosas informações prestadas.
Para quem não está entendendo o contexto desta publicação, basta ler o que foi publicado neste blog no dia 13/09 sob o título de “Notícia boa [no ar] ou somente mais uma tentativa?“. Lá exaltei o trabalho do CGI (Comitê Gestor da Internet) ao mesmo tempo que questionei sua função, força e autoridade e ainda prometi buscar respostas dos organizadores do CGI.
Promessa feita, promessa cumprida.
Segue a resposta enviada pelo Sr. Henrique Faulhaber às nossas questões. Ficam registrados nossos agradecimentos ao CGI.
Prezado Cristiano,
Tomei conhecimento desse post no seu blog depois que você fez contato com a área de Comunicação do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Sou conselheiro do CGI.br e coordenador da Comissão de Trabalho Anti Spam do CGI que desenvolveu varias iniciativas relacionadas ao combate ao spam, tais como:
- Criação do site http://antispam.br
- Contratação de estudo da FGV/Direito visando sugestão de Projeto de Lei Anti Spam (http://www.cgi.br/publicacoes/documentacao/ct-spam-EstudoSpamCGIFGVversaofinal.pdf).
- Organização de seminários sobre o tema.
- Projeto SpamPots (http://www.cert.br/docs/whitepapers/spampots/),
- Iniciativas para articular medidas tecnológicas em provedores e teles para combate ao spam (em curso)
- Iniciativas para articular provedores de internet e provedores de serviço de marketing direto (a iniciativa a que voce se refere em seu post)
Indo direto ao assunto que você levantou:Depois da sugestão de Projeto de Lei que encaminhamos ao Senado e que foi utilizada em boa parte do projeto de lei Anti Spam no substitutivo do Senador Azeredo (PL 21/2004), os prestadores de serviço de e-mail marketing e provedores de acesso resolveram se mobilizar para discutir esse projeto de lei.
Como o CGI.br participa ativamente da discussão do tema, foi criada uma subcomissão na CT antispam chamada EMM (e-mail marketing) para qual foram convidadas várias entidades representativas do setor (Abranet, Agadi , Iab, Abend , InternetSul , Protest , juristas, etc) que, coordenadas pelo meu colega Conselheiro Jaime Wagner, está trabalhando em uma proposta de autoregulamentação para o setor de e-mail marketing que auxilie no relacionamento com provedores de acesso mesmo antes que alguma lei seja aprovada.
Embora este trabalho ainda não tenha terminado realmente existe uma boa convergência entre a sugestão de PL enviada ao Congresso Nacinal e a proposta de autoregulamentação do setor (baseada em soft opt in).
A autoregulamentação do setor não substitui a lei, mas pode se tornar efetiva mais rapidamente, pois não podemos prever quanto tempo será necessaria para a lei Anti Spam ser promulgada, e, por isso, incentivamos que as partes envolvidas (provedores, enviadores e e-mail comercial e órgãos de defesa do consumidor) conversem e tentem estabelecer códigos e procedimentos.
Para esclarecer sua dúvida sobre o papel do CGI.br; A Gestão da Internet que exercemos não é regulatória, pois a Internet não é regulada, a não ser na questão de estabecimento de nomes de dominio e endereçamento IP , mas o Comitê Gestor se posiciona sobre temas relacionados ao Desenvolvimento da Internet no Brasil através de Recomendações, tanto para o Congresso Nacional quanto para Anatel, Ministérios e entidades empresariais, acadêmicas, ou de terceiro setor.
Nossas recomendações e resoluções são discutidas amplamente pelos representantes de governo que tem assento no Conselho, assim como pelos representantes eleitos pelos diversos setores que compoem o nosso plenário.
Espero que tenha esclarecido suas dúvidas e me coloco a disposição para contribuir nesse espaço.
Atenciosamente,
Henrique Faulhaber

